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Oswaldo Aranha e Getulio Vargas na sacada do Palácio do Catete, 31 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV – CPDOC(1)
Oswaldo Aranha e Getulio Vargas na sacada do Palácio do Catete, 31 de outubro de 1930. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FGV – CPDOC

Há 69 anos, Getúlio Vargas deixava a vida para entrar na História, talvez o trecho mais famoso de sua Carta Testamento.

Nascido em São Borja (RS) em 19 de abril de 1882, o presidente Vargas cometeu suicídio em 24 de agosto de 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, então capital federal.

Eletrobras, criada por Vargas, privatizada de forma vil

Na Carta Testamento, Getúlio deixava indicações do que levara à insidiosa campanha contra seu governo: “A Eletrobras foi obstaculizada até o desespero.” Vargas, em comício na Boca Maldita, em Curitiba, em janeiro de 1954, anunciara o decreto presidencial criando a Eletrobras, que viria a ser privatizada no governo Bolsonaro.

Em confissão ao então governador do Paraná, Bento Munhoz, Getúlio Vargas disse: “Ao assinar o decreto criando a Eletrobras, senti como se estivesse assinando meu próprio atestado de óbito.”

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Para sustentar a industrialização, Vargas criou também a Petrobras, outra empresa objeto de campanhas contrárias de interesses antinacionais, tanto em 1954 quanto hoje.

A política externa foi dos pontos mais controversos da Era Vargas, e a que mais rendeu calúnias e desinformações. “Naturalmente, as forças antipatrióticas, vinculadas a interesses externos, jamais poderiam compreender o profundo sentido nacionalista assumido pelo Brasil no âmbito internacional durante a Era Vargas”, escreve Felipe Maruf Quintas, mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Elas medem a diplomacia e a defesa brasileiras no período conforme a sua régua. Daí que enxergam adesão ao nazifascismo ou subserviência aos Estados Unidos da América (EUA), onde o que estava em jogo era apenas o interesse nacional brasileiro, ideacionalmente definido pela visão de grandeza e unidade do Brasil, e pragmaticamente conduzido pelas possibilidades disponíveis em período de alta turbulência e incerteza internacionais”, ensina Quintas.

Muitas das instituições políticas, econômicas e sociais que Vargas criou continuam a existir e seu legado pode ser visto no trabalho, na educação, na economia e na política.

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