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Caso de Dani Calabresa e de outras 4 foram arquivados por prescrição dos fatos; humorista nega ter cometido os crimes

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) aceitou na 3ª feira (8.ago.2023) uma denúncia de assédio sexual contra Marcius Melhem, apresentada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio). O humorista responderá por assédio continuado contra 3 mulheres.

Ao Poder360, o tribunal do Rio confirmou o recebimento da denúncia, que corre em segredo de Justiça.

Entre as mulheres que denunciaram Melhem está a humorista Dani Calabresa. O caso dela e de outras 4, no entanto, foi arquivado por prescrição dos fatos.

Os assédios teriam acontecido quando Melhem era diretor de Humor da Globo e trabalhava com as supostas vítimas. As denunciadas com processos aceitos são as atrizes Ana Carolina Portes e Georgiana Góes, que falaram publicamente sobre o caso. A outra funcionária da emissora preferiu ter a identidade preservada.

Melhem nega ter cometido os assédios. Em nota divulgada na 3ª feira (8.ago), seus advogados disseram tratar-se de “uma escolha ilegal de uma promotora que não teve nenhum contato com as investigações”. Afirmou que, “no momento oportuno, esta absurda acusação será veementemente contestada”.

Para a defesa das atrizes, o aceite da denúncia mostra que “a investigação confirmou os fatos corajosamente denunciados pelas vítimas. Em outras palavras: para o Ministério Público, Marcius Melhem cometeu reiteradamente assédio sexual”.


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Defesa de Melhem:

A escolha ilegal de uma promotora que não teve nenhum contato com as investigações, em evidente violação ao princípio do promotor natural, fato gravíssimo já levado à apreciação do Supremo Tribunal Federal, resultou, como se esperava, em uma denúncia confusa e inteiramente alheia aos fatos e às provas. Ignorando totalmente os elementos de informação do Inquérito Policial, a denúncia acusa Marcius Melhem do crime de assédio sexual contra três das oito supostas vítimas. No momento oportuno, esta absurda acusação será veementemente contestada pela defesa do ex-diretor, que segue confiante na Justiça, esperando que a magistrada não dê prosseguimento ao processo, como lhe faculta a lei”, diz o texto assinado pelos advogados Ana Carolina Piovesana, José Luis Oliveira Lima, Letícia Lins e Silva e Técio Lins e Silva.

Defesa das denunciantes:

A acusação do Ministério Público no caso Marcius Melhem, prontamente aceita pela Justiça, demonstra que a investigação confirmou os fatos corajosamente denunciados pelas vítimas. Em outras palavras: para o Ministério Público, Marcius Melhem cometeu reiteradamente assédio sexual. Mais que isso, a concretização da denúncia mostra que a campanha de intimidação levantada pelo assediador contra as atrizes e profissionais envolvidos nas apurações não surtiu efeito, tendo os órgãos de persecução penal cumprido seu papel. A defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia e, por esse motivo, não pode comentar dados específicos neste momento. Confiamos no Judiciário brasileiro para que uma resposta justa e exemplar para os episódios denunciados venha com celeridade, à altura do que um caso emblemático e grave como esse exige para as vítimas e para a sociedade”, diz o texto assinado pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, Mayra Cotta, Marcelo Turbay e Davi Tangerino.

CASO MELHEM

O caso veio a público em dezembro de 2019. Um ano depois, ganhou destaque a partir de uma reportagem da revista Piauí. O texto narra relatos de profissionais que dizem ter sido assediadas, tanto moralmente como sexualmente, pelo humorista. São citadas duas supostas vítimas de assédio sexual, 7 de assédio moral e 3 de assédio sexual e moral.

Uma dessas mulheres é a humorista Dani Calabresa. Segundo a reportagem, Melhem tentou “agarrá-la” e mostrar a ela seu pênis em um karaokê em Botafogo, no Rio de Janeiro. O episódio se passou em novembro de 2017. O humorista foi demitido da Globo em agosto de 2020.

Em entrevista ao Poder360, em maio deste ano, Melhem admitiu que durante o período em que chefiou a equipe de humor da TV Globo era comum que ele e seus subordinados fizessem “brincadeiras” entre si. Ele afirmou que, em alguns casos, a equipe “passava do ponto”, mas negou que houvesse um “ambiente tóxico” de trabalho. Disse que a acusação de assédio sexual é “completamente falsa”.





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