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Em busca do título inédito da Copa do Mundo feminina, Espanha e Inglaterra se enfrentam neste domingo (20), às 7h (de Brasília), no estádio Olímpico de Sidney, na Austrália. E a grande final pode ser considerada um duelo de opostos fora de campo.

Isso porque Jorge Vilda e Sarina Wiegman estarão frente a frente depois de viverem momentos diferentes à frente de suas equipes nos últimos anos.

De um lado, o técnico espanhol viu o seu próprio elenco ”clamar” por sua demissão. Já de outro, a treinadora das Leoas vive um verdadeiro ”conto de fadas” e chegou a ser cotada até para substituir Gareth Southgate na seleção masculina.

O ‘boicote’ a Vilda

Há dez meses, quinze jogadoras da Espanha enviaram um e-mail para a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) pedindo o desligamento de Jorge Vilda. O grupo, inclusive, ameaçou não jogar mais pelo país. E, de fato, algumas cumpriram tal promessa, como Mapi Leon e Patri Guijarro, ausências no Mundial da Austrália.

Na mensagem, as atletas reclamaram da falta de cuidado médico, do pouco descanso que tinham entre as atividades e da falta de privacidade. Elas alegaram ainda que os treinamentos eram defasados e que, por esses motivos, não vinham evolução no trabalho de Vilda.

O técnico de 42 anos assumiu a equipe em 2015 rodeado de desconfiança. Ele disputou a Euro em 2017 e caiu nas quartas de final para a Áustria. Depois, na Copa de 2019, foi eliminado nas oitavas pelos Estados Unidos. Pressionado por não ter tido sucesso nas duas competições, Vilda começou a ser criticado pelas jogadoras por sua postura. E, desde então, não tinha o total apoio de seu próprio elenco.

Só que a federação espanhola saiu em defesa do treinador e resolveu bancá-lo.

”Não vamos permitir que as jogadoras questionem a continuidade do treinador e de sua comissão técnica, pois tomar essa decisão não está dentro de suas possibilidades”, escreveu a entidade em comunicado oficial.

Diante de uma crise interna, a Espanha desembarcou na Austrália sob tensão. O clima ruim, no entanto, parece ter ficado para trás, principalmente após o feito histórico de disputar o título mundial feminino pela primeira vez.

O ‘conto de fadas’ de Sarina

”Parece que ainda estou vivendo um sonho, um conto de fadas”. Essas foram as palavras de Sarina Wiegman após a classificação da Inglaterra para a decisão. A treinadora de 53 anos tornou-se a primeira pessoa a chegar com seleções diferentes em duas finais seguidas de Copa do Mundo, já que em 2019 foi vice-campeã com a Holanda.

Eleita a melhor treinadora do mundo em três oportunidades pela Fifa (2017, 2020 e 2022), Sarina é unanimidade na Inglaterra. A trajetória da ex-volante com as Leoas começou em 2021, depois que foi eliminada com a Holanda nas quartas de final dos Jogos Olímpicos. E, desde então, só perdeu um amistoso. São 32 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota.

Em dois anos no cargo, a comandante foi campeã da Eurocopa de 2022 e da Finalíssima de 2023, quando, inclusive, derrotou o Brasil.

Tal desempenho fez Sarina despertar interesse da seleção feminina dos Estados Unidos, após Vlatko Andonovski pediu demissão. Mas a Federação Inglesa já avisou: ”Não se trata de dinheiro”. Frase dita Mark Bullingham, executivo-chefe da entidade.

Nos últimos dias, o nome da treinadora foi cotado, inclusive, para assumir a equipe nacional masculina quando (e se) Gareth Southgate deixar o cargo.



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