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Sabine Coll Boghici, de 49 anos, filha do marchand Jean Boghici e acusada de envolvimento num esquema de sequestro, cárcere privado, extorsão, estelionato e roubo contra sua mãe, morreu na tarde de quinta-feira. Sabine era casada com Rosa Stanesco Nicolau, acusada junto com Sabine dos crimes contra a viúva do marchand, Geneviève Boghici, de 83 anos. Rosa, também conhecida como Mãe Valéria de Oxóssi, está presa no Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó. Sabine chegou a ficar presa com Rosa, mas deixou a cadeia em março deste ano. As duas se casaram no fim do ano passado, em comunhão total de bens.

Sabine e Rosa seriam interrogadas numa audiência do processo, no próximo dia 21, na 23ª Vara Criminal da Capital.

Herança milionária e acusação de golpe

O caso começou com a viúva de Jean Boghici — morto em 2015, ele era um dos mais importantes colecionadores de arte do Brasil — registrando uma ocorrência Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em meados do ano passado. A vítima acusou a filha de mantê-la em cárcere privado, de janeiro de 2020 a abril de 2021. Segundo a mãe de Sabine, a filha e um grupo de videntes extorquiam dinheiro dela em troca de “tratamento espiritual”. A vidente era Rosa, hoje nora da viúva do marchand.

A polícia acabou deflagrando a Operação Sol Poente, batizada com o nome do quadro da pintora Tarsila do Amaral, recuperado durante a ação que culminou na prisão das duas acusadas e de mais quatro integrantes da família de Rosa. Na época, a Deapti calculou que Sabine desviou com os cúmplices R$ 724 milhões da mãe dela nos últimos três anos, principalmente em obras de arte de pintores famosos como Tarsila, Di Cavalcanti, Alberto Guignard, Antônio Dias e Rubens Gerchman, além de joias. Segundo os investigadores, cerca de 20% das pinturas roubadas foram apreendidas na operação.



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