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O Deportivo Pereira é a grande surpresa da atual edição da CONMEBOL Libertadores. Estreante na competição após o título colombiano em 2022, o time da “capital do café” avançou da fase de grupos, eliminou o Independiente del Valle nas oitavas e agora desafia o Palmeiras nas quartas. O jogo de ida acontece nesta quarta-feira, às 21h30, na cidade de Pereira, com transmissão ao vivo da ESPN e do Star+.

Um dos responsáveis pela ascensão meteórica dos Matecañas é o técnico Alejandro Restrepo. Com a base feita no poderoso Atlético Nacional, o jovem treinador leva a mentalidade vencedora ali vivida para o Deportivo Pereira.

“Todos têm trabalhado juntos para formar um grupo sólido no qual estamos transformando situações, transformando hábitos comportamentais, estabelecendo uma cultura de equipe dentro da cultura do clube. E isso tem sido muito importante. O tempo que já temos aqui faz eles conhecerem nossas características, e tudo está ficando um pouco mais fácil”, disse Restrepo em entrevista exclusiva à ESPN.

Alejandro Restrepo não poupou elogios ao “moderno” Abel Ferreira, rival nesta quarta, e tem gratidão especial por um brasileiro: Paulo Autuori, que foi seu mentor no Atlético Nacional.

Com o Deportivo Pereira nas quartas da Libertadores, o treinador admite sonhar mais alto na competição. E não está sozinho nessa.

“Tenho a sorte de ter jogadores que provaram que não há teto sobre suas cabeças, que estão sempre procurando o objetivo mais alto, mas isso sempre acontece jogo por jogo, série por série, e o principal sonho agora é poder competir muito bem nesta série, competir para vencê-la”, explicou.

Leia abaixo a entrevista completa com Alejandro Restrepo

Como vocês estão aproveitando a campanha na Libertadores?

“Estamos vivendo isso com muita intensidade, mas com os pés no chão, porque sabemos como é o futebol de alto nível, a competição não para. Estamos inscritos em três competições, mas estamos muito empolgados com tudo o que está por vir na Copa Libertadores. Também estamos muito entusiasmados com tudo o que vivenciamos até agora para poder levar o Deportivo Pereira ao seu primeiro torneio internacional, ter sido uma fase de grupos muito vibrante com rivais como Colo-Colo, como Boca Juniors, Monagas, e poder avançar. E agora estamos muito animados por estar nas quartas de final. Vemos como todo o nosso pessoal está e esperamos poder fazer uma ótima apresentação agora diante do Palmeiras”.

Qual era a meta do Deportivo Pereira nesta primeira participação?

“Sempre deixamos bem claro que uma coisa é a história no futebol, o que obviamente conta muito por causa da pressão que os clubes que não a têm podem sentir. Mas também é uma pressão para quem marcou uma história. Você pode jogar de um lado para o outro, mas deixamos bem claro em nosso time, em nossa instituição, que uma das coisas importantes no futebol é o presente. E essa equipe, desde a consagração do título na Colômbia e depois quando foi montada para a Copa Libertadores, acho que mostrou que tem homens de grande valor, coragem, hierarquia, e temos feito uma boa mistura de jogadores experientes e jovens. Continuamos formando uma equipe capaz de competir, especialmente nesta competição”.

Como foi implementar a sua mentalidade como treinador dentro do clube?

“Tem sido um trabalho muito bom, de verdade. Seis meses depois de assumir a equipe, conseguimos nos tornar campeões da Liguilla colombiana, e isso não é conquistado apenas com a intervenção de um líder. Acho que há muitas pessoas e muitos líderes que precisam se unir para que isso seja alcançado. E tivemos muita sorte de ter líderes como nosso capitão, Johnny Vázquez, como nosso segundo capitão Carlos Ramírez, na época com um grande goleador como Leo Castro, que hoje está no Millonarios, e eles se juntaram a outros, outros líderes muito bons – Andrés Correa, que também saiu. Eles têm trabalhado juntos para formar um grupo sólido no qual estamos transformando situações, transformando hábitos comportamentais, estabelecendo uma cultura de equipe dentro da cultura do clube. E isso tem sido muito importante. O tempo que já temos aqui faz eles conhecerem nossas características, e tudo está ficando um pouco mais fácil. Percebemos que com ordem, estrutura, planejamento, as coisas podem ser alcançadas, mas principalmente com bons jogadores de futebol. Como clube, também temos trabalhado na observação de jogadores para podermos ter o melhor elenco possível, para que aqueles que estão aqui tenham o sentimento de pertencer a essa instituição, seja com um vínculo curto, uma mudança momentânea ou um contrato longo. Isso significa que estamos vivendo esse momento e buscando que o Deportivo Pereira seja reconhecido internacionalmente”.

O que esperar do confronto com o Palmeiras?

“Obviamente, há um grande respeito pessoal por seu treinador. Acho que é um treinador que soube chegar a uma cultura de futebol muito competitiva, muito complexa e conseguiu se estabelecer por muito tempo por causa de sua ideia de jogo, por causa de seu futebol moderno. Então, a partir daí, há respeito pessoal, depois há reconhecimento por parte do grupo, entendendo quem vamos enfrentar. A partir daí, levando em consideração todos esses elementos, precisamos ser muito inteligentes e muito conscientes de planejar uma série muito completa, de estar atentos a todos os detalhes e de identificar muito bem quais são seus pontos fortes ou individualidades, porque eles os têm e são muito bons. E nesse sentido, ser capaz de fazer um jogo ou uma série melhor, uma chave competitiva, isso também nos dá a oportunidade de sonhar em nos classificar para as semifinais, obviamente respeitando o rival à nossa frente”.

Qual foi a influência de Paulo Autuori em sua carreira como técnico?

“Por Paulo Autuori, eu tenho absoluta gratidão. A verdade é que, enquanto ele era o técnico do Atlético Nacional na equipe principal, ele abriu as portas para eu comandar a equipe sub-20 e depois abriu as portas para que eu, na equipe principal, fosse um de seus assistentes, conhecesse seus jogadores, sua metodologia de trabalho, tivesse qualquer conversa abertamente. Ele foi muito aberto no momento em que também saiu do clube para me contar como pensava em planejar os próximos jogos. Em outras palavras, um homem do futebol com um livro aberto no qual você pode se apoiar. E tenho uma enorme gratidão por ele, por seu aprendizado, por seu ensino. Fiquei muito feliz quando ele voltou a treinar o Atlético Nacional e muito triste agora que ele saiu, porque eu sinto que ele é um grande homem do futebol. E antes disso, ele era uma pessoa estupenda”.

As coisas aconteceram muito rapidamente para você em apenas dois anos como treinador profissional?

“No Atlético Nacional, eu também fui treinador de fato por quase um ano e também pudemos ser campeões da Copa Colômbia. Mas eu fiz os estágios e agora estou na minha segunda equipe em nível profissional. Todo o processo foi muito bom, porque foi muito rápido, na verdade. Pude aproveitar tudo o que aprendi aqui no Atlético Nacional, toda a experiência que trouxe do futebol de base, além do fato de ser um jovem treinador de futebol profissional. Minha carreira já dura 19, 20 anos desde que comecei com crianças e adolescentes. E bem, tem sido assim. O futebol nos deu essa oportunidade. Tivemos a sorte de ter jogadores extraordinários que nos ajudaram a vencer, a competir bem e a ter todas essas oportunidades que estão surgindo hoje”.

Qual é o seu objetivo pessoal e o do clube para esta Libertadores?

“Bem, os sonhos aqui entre todos sempre foram os mais altos. Como eu disse, tenho a sorte de ter jogadores que provaram que não há teto sobre suas cabeças, que estão sempre procurando o objetivo mais alto, mas isso sempre acontece jogo por jogo, série por série, e o principal sonho agora é poder competir muito bem nesta série, competir para vencê-la. Ter uma maneira muito boa de competir com todas as nossas ferramentas para poder sonhar em estar nessa semifinal. Depois que cada objetivo é alcançado, o próximo é analisado e considerado. Obviamente, você sonha com muitas coisas quando está competindo, mas com os pés no chão e sabendo que isso é futebol e que você tem que ir passo a passo”.

Qual é o trunfo do Deportivo Pereira atuando em casa na ida?

“Eu creio ser o conhecimento de nosso campo, o apoio de nossa torcida – aqui grandes laços foram construídos por este clube, especialmente nos últimos dois ou três anos. Quatro anos, eu diria, desde que a equipe foi promovida após oito anos na Segunda Divisão. Em tudo isso, o que foi uma subida de divisão ou jogar uma final da Copa local e disputar as finais de vários torneios, ser campeão, jogar agora na Copa Libertadores da América motivou esse amor pelo time, esse apoio. Há cada vez mais de 20, 25 mil, 30 mil pessoas em nosso estádio. Acredito que para nós, como equipe, isso é essencial”.

O Palmeiras tomou muito tempo para análise? Como planejar o jogo como visitante?

“Isso é futebol profissional, você tem que se concentrar em tudo. Não podemos negligenciar as outras competições. Eu tenho um grupo de trabalho muito profissional, muito bom, na verdade. Com jogadores de futebol mais jovens, com uma energia incrível. Meu assistente é a pessoa que está preocupada com o rival, com o planejamento, com o objetivo de ver quais tarefas podemos fazer. Tenho dois analistas muito jovens, que também estão inquietos, então trabalhamos há dias para descobrir quem poderia ser o rival, quais detalhes podemos extrair e analisar dia após dia, colocando o planejamento que temos em tarefas de treinamento, em informações para os jogadores, colocando a cada momento o que é a coisa mais importante que todos devemos saber, como podemos treiná-lo e como podemos traduzi-lo em competição. Nosso rival exige total atenção e preparação total, assim como o futebol em alto nível”.



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